Após escândalo, Witzel decide exonerar secretário de Saúde do Rio

Após escândalo, Witzel decide exonerar secretário de Saúde do Rio

Os negócios de Mário Peixoto, segundo a denúncia do MPF, ainda estão entranhados em acordos obscuros na Secretaria de Saúde, de Edmar Santos, e na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e na Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância (Cecierj), ambas subordinadas a Leonardo Rodrigues, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. A força-tarefa também encontrou irregularidades no Departamento de Trânsito (Detran-RJ), que tem influência de outro secretário amigo de Peixoto: Lucas Tristão, de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, e de deputados estaduais. Alvo de uma devassa da Lava-Jato em 2018, o órgão faz parte da estrutura do vice-governador Cláudio Castro (PSC).

Em entrevista exclusiva a VEJA, o ex-subsecretário-executivo estadual de Saúde do Rio Gabriell Neves responsabilizou Edmar Santos por autorizar todos os acordos emergenciais da secretaria. Neves está preso por suspeita de comandar irregularidades em contratações de serviços sem licitação para o combate ao coronavírus. “As compras eram determinadas pelo secretário Edmar Santos ou com anuência dele. Outras pessoas também poderiam, eventualmente, demandar uma necessidade. Mas tudo era feito em consonância com o secretário. Ele avalizava o que era solicitado pelos quadros técnicos”, explicou. A prisão de Gabriell Neves faz parte da Operação Mercadores do Caos, do Ministério Público estadual e da Polícia Civil.

Gabriell Neves centralizava todas as compras realizadas pela secretaria estadual de Saúde. Ele começou no cargo no início de fevereiro deste ano justamente por indicação de Edmar Santos. Os dois se conheceram em 2016. Naquele ano, Neves era secretário estadual de Ciência e Tecnologia do governo Luiz Fernando Pezão, preso na Operação Lava Jato. À época, Santos ocupava a direção-geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto.

Créditos Veja